24.6.09

Estranhos num mundo estranho.


[Um pequeno texto em homenagem aos que se identificarem.]

Francamente, querida, eles não dão a mínima.
Eles são mal vistos, subterrâneos, vagabundos iluminados, dançam fora da linha e num ritmo diferente, tomam como heróis personagens dúbios como Rimbaud, Billy the Kid, Baudelaire e Oscar Wilde, e eles mesmos acabam se tornam personagens.
Em seu mundo os índios, negros, rebeldes, e as pessoas da rua são os bons meninos, e os certinhos, policiais, e os quadradões são os malvados. Suas visões e pensamentos de como viver a vida não tem nada a ver com as restritas normas cristãs e padrões ocidentais de valores, significando, entre outras coisas, que sexo, drogas, e claro, jazz blues e rock'n'roll, podem ser sacramentados como coisas bacanas para pessoas de mente bacana.
Buscam respostas em tudo que é lugar, livros, musicas, filmes, conversas. Whitman trovou baladas a serem dançadas, Miller se autoproclamou Sr. Sexus, Ginsberg uivou, e Kerouac abriu os olhos deles e os jogaram na estrada.
Seus textos andaram em qualquer lugar distante localizado além das bordas do mundo conhecido. Eles são poesia, são prosa, e entre eles buscam um existencialismo equivalente ao satori do mundo real. Buscam viver sempre no cume da experiência mística, seja através do êxtase sexual, meditação zen, drogas psicoativas, a contemplação de certas paisagens mágicas, a boa música, ou idealmente um pouco de cada uma destas coisas.
Eles são diferentes, e sabem disso, se orgulham disso.

[Um pequeno presente aos que aceitaram a homenagem.]

Excelente álbum do Iron Butterfly - In-A-Gadda-Da-Vida, podem baixar que vocês vão gostar!