6.5.11

Missão de Pesquisas Folclóricas



Na década de 20, Mário de Andrade percorreu o Norte e Nordeste do Brasil na chamada Missão de Pesquisas Folclóricas e foi Diretor do Departamento de Cultura de São Paulo de 1935 a 1938.

Impulsionada pelo interesse na cultura nacional, a Missão tinha o propósito de revelar um panorama do folclore nacional, antes que as manifestações populares desaparecessem com a crescente urbanização do país.

Além de Mário de Andrade, a Missão contou ainda com Luís Saia, Martin Braunwieser, Benedicto Pacheco e Antônio Ladeira.

Dessa catalogação e registro surgiu um rico material - entre áudio, imagens e textos - que atualmente é publicado pela Secretaria Municipal de Cultura de SP, em parceria com o SESC-SP, na intenção de não se deixar perder tal acervo.

Aqui seguem os links para a coletânea de cd's que integram este acervo. Dentre os quais, alguns registram parte do cancioneiro popular da Paraíba na década acima citada. Algo bacana a se notar é a influência que estas canções teriam na música popular brasileira que iria surgir logo depois da data deste resgate maravilhoso.

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"Em 1938, quando o Departamento de Cultura financiou a Missão de Pesquisas Folclóricas, Mário de Andrade deparava-se com o dilema da modernidade: ao mesmo tempo que as manifestações populares corriam o risco de desaparecer com a crescente urbanização do país, o avanço tecnológico da época proporcionava meios de capturá-las em discos, fotografias e filmes.


Nesse jogo ambíguo, entre a ameaça de destruição do fato e a construção de referências, o projeto adquiria um caráter urgente. O interesse pela cultura nacional levou Mário a viajar ao Norte e Nordeste do país na década de 1920. Anotada no livro póstumo Turista Aprendiz, a aventura existencial e intelectual marcou sua trajetória como pesquisador de campo e o convenceu da necessidade de deslocar-se ao Brasil profundo, a lugares onde nossas tradições culturais ainda não teriam sucumbido ao peso da industrialização. Repetindo, em linhas gerais, o trajeto empreendido pelo escritor nessas viagens etnográficas, a Missão foi, sob muitos aspectos, a institucionalização de uma experiência pessoal. Era o projeto de vida do Mário. Mas, caro e inovador, sofreu todo tipo de incompreensão."
Carlos Augusto Calil


Para mais informações sobre o projeto: http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/missao/index.html

Um comentário:

fábio s. thibes disse...

Um dos melhores posts desse Barco Bêbado. Se não crêem, ouçam!