2.9.11
Mobilidade Urbana
Em entrevista à revista Brasileiros, Renata Falzoni - que já figurou aqui no Barco -, fala sobre mobilidade urbana e os novos paradigmas a serem quebrados nas cidades brasileiras. Há hoje um uso excessivo do carro enquanto automóvel, e as políticas públicas permitem que toda a infraestrutura logística das cidades gire em torno de pavimentar ruas e construir estacionamentos, o que torna inviável a qualidade de vida numa grande metrópole como São Paulo. Para entender melhor, veja o vídeo acima.
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4 ANOS D'O BARCO!
É, amigos. Chegamos aos trancos neste aniversário de quatro anos. Tá, foi ontem, mas eu não estou nem aí.
Chegamos a mais de 370 mil visitas em quase 900 posts. Tenho de admitir que preciso rever nosso baú e reatualizar links e textos; assim como voltar a postar, já que os últimos meses estive bastante ausente.
Mas o vento já bate em popa, e nos lançamos novamente dos rios impassíveis direto ao mar aberto. Um brinde!
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23.8.11
Lóki? (1974) - Arnaldo Baptista
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LÓKI? – ARNALDO BAPTISTA - (1974)
Para download: clique aqui!
Texto: Marcelo Dolabela
"Jean-Luc Godard, depois de experimentar várias radicalidades, demarcou o território impossível de um artista: “Ninguém faz duas revoluções”, e concluiu: “Ainda bem”. Era como se mandasse um recado e predestinasse uma outra voz para a esfinge, em forma de eufemismo, de paradoxo, de axioma.
João Gilberto fez a revolução bossanovística; Oswald de Andrade, o pau-brasil/antropófago; Hélio Oticica, os parangolés do experimentar o experimental. Com a Tropicália, que, antes de estabelecer plenamente, foi “abortada”, pelo AI-5 e suas seqüelas, talvez a maldição godardiana foi diferente, cada tropicalista seguiu seu rumo. Com os Mutantes, não foi diferente. Arnaldo Baptista – Rita Lee & Sérgio Dias escreveram parábolas dentro e a partir de parábolas. Viveram suas possibilidades coletivas, paralelas e individuais.
Arnaldo, na musicografia tropicalista e na própria música brasileira, é o artista que saques produziu para quebrar a maldição godardiana. Depois de ser o motor dos Mutantes. Depois de produzir os primeiros álbuns solos de Rita Lee _ Bluid up, 1970 e Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida, de 1972. Depois de ir e vir. E partir para a carreira solo. Levou o conceito de radicalização ao extremo. Seu primeiro álbum-solo: Lóki? (Philips, 1974), é, até hoje, o disco mais visceralmente revolucionário da música brasileira . Com um instrumental mínimo – teclado (Arnaldo), contrabaixo (Liminha), bateria (Dinho) e backing-vocals (Rita Lee) – (o último encontro dos Mutantes), Lóki?, em dez canções, passa a limpo toda a era do rock and roll e o que poderia ter sido uma tropicália lisérgica. Sem dúvida, o melhor elenco de canções incluídas em um único
álbum.
O formato do álbum é conceituado. Os dois lados do disco abrem com canções chaves. O lado A com “Será que vou virar bolor” e o lado B “Ce ta pensando que sou Lóki?”. Ambas trazem as inquietações pós-Mutantes de Arnaldo. Qual o futuro? O esquecimento? (Bolor) ou A loucura? (Lóki?). As outras oito canções vão respondendo, cada uma, de uma forma e de um ponto-de-vista. A minimalista canção final “È fácil”, responde com uma melodia supertrabalhada e uma miniletra: nem o esquecimento nem a loucura, mas
a genialidade da música. É fácil!
As outras canções são: “Uma pessoa só”, única faixa herdada dos Mutantes, da época do A e o Z. Canção utópica que aponta para a plenitude da convivência humana, em um único corpo e em um único projeto de vida.
“Não estou nem ai” é a antítese de “Uma pessoa só”, o antípoda que nega os projetos utópicos e enfrenta o mundo material, o instant karma da vida cotidiana.
Continuando, a quarta canção do lado A é “Vou me afundar na lingerie” é a terceira possibilidade, nem o mundo utópico, nem a dureza da vida cotidiana, mas o hedoismo, o ócio, a prequiça como destruidores das opressões e barras-pesadas.
Fechando o lado A, a instrumental “Honky tonky”, com apenas Arnaldo no piano, em um misto de boogie woogie e levada trans-stoneana, trans-“Honky tonky woman”.
O lado B, depois de “Ce ta pensando que sou Lóki?”, traz “Desculpe”,uma releitura de “Desculpe, babe”, de Arnaldo Baptista & Rita Lee , do álbum A divina comédia ou ando meio desligado, dos Mutantes de 1969. É uma outra resposta para o impasse: esquecimento/ bolor/ lóki/ loucura. O “amor” como a grande questão. O dizer sim ou não. Perdoar ou não. Seguir em frente.
A terceira canção “Navegar de novo” é uma resposta concisa. É o bola pra frente”, “o enfrentar as intempéries” e “seguir”.
A Cançao sequinte “Te amo podes crer” é, talvez, a obra-prima das canções de amor do rock brasileiro. Em dois minutos e cinqüenta segundos, Arnaldo faz um tratado das dores de amores, um Werther, um Tristão e Isolda, um Romeu e Julieta com piano, sintetizador, contrabaixo elétrico e bateria. Fechando, a chave-de-ouro de “É fácil”.
E o conceito faz clique e se completa. Na era do CD, algumas informações se perdem, mas uma que, no vinil, fazia muito sentido ainda vale ser comentada. Os dois lados do disco (A e B) trazem exatamente 16 minutos e 50 segundos, nem um nem dois segundos a mais ou a menos. E no rodapé da ficha técnica, uma única nota: “Este disco é para ser ouvido em alto volume”. Aumentar o volume não só do aparelho, mas do rock e das emoções primitivas de cada um. (Marcelo Dolabela - bhz out/nov 1999)."
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22.8.11
30 anos sem Glauber Rocha
19.8.11
NY NY, Huxley e uma experiência visionária
Curta-metragem NY NY do diretor Francis Thompson (1957); e um comentário de Aldous Huxley, nos apêndices de seu livro Céu e Inferno.
"E há, ainda, o que poderíamos chamar de Documentário Deturpado - estranha forma nova de arte visionária, admiravelmente exemplificada no filme N Y N Y, de Francis Thompson. Nessa película, realmente esquisita e bela, vemos a cidade de Nova York sob as mais bizarras formas: fotografada através de prismas multiplicadores ou refletida na convexidade de colheres, nas calotas das rodas e automóveis, em espelhos esféricos e parabólicos. Nele ainda somos capazes de reconhecer casas e pessoas, fachadas de lojas e carros de praça, mas tudo isso como meros elementos dessas formas geométricas animadas, tão características de experiência visionária. A criação dessa nova arte cinematográfica parece prenunciar (graças a Deus!) a invalidação e a morte próxima da pintura abstrata. Os pintores abstratos costumavam dizer que a fotografia colorida reduzira o retrato e a paisagem clássica à categoria dos absurdos inúteis. É fora de dúvida que isso é inteiramente falso. A fotografia colorida apenas registra e conserva, sob forma fácil de reproduzir, as matérias-primas com as quais o pintor de retratos e o paisagista trabalham. Usado tal como Thompson o fez, o filme colorido faz muito mais coisas, além de registrar e preservar a matéria-prima da arte não-representativa; na verdade, ele se transforma no produto acabado. Assistindo a N Y N Y , fiquei surpreendido por ver que praticamente cada artíficio criado pelos Velhos Mestres da arte abstrata e reproduzido até causar náuseas pelos acadêmicos e maneiristas dessa escola durante os últimos quarenta ou mais anos, surgiu vívido, brilhante, intensamente atraente nas sequências do filme de Thompson."
Apêndice III do livro Céu e Inferno, de Aldous Huxley
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27.7.11
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< Albert Cossery >
5.7.11
Amigo Punk, por Wander Wildner
Este barco ultimamente parece mais uma clipoteca, mas nesta manhã fria lembrei somente de Amigo Punk.
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1.7.11
Tom Waits - Heart Attack and Vine
30.6.11
E então veio o Sr. Goodtrips
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Cinco Segundos de Todas as Músicas Pop nº1
Five Seconds Of Every #1 Pop Single Part 1
Five Seconds Of Every #1 Pop Single Part 2
O usuário do Soundcloud mjs538 decidiu fazer algo inusitado: juntar numa única faixa 5 segundos de cada música pop nº1 nos EUA.
Interessante para notar a progressão do gênero, algo como um 'documentário musical', como li num dos comentários recebidos à faixa. Infelizmente não consegui a relação das músicas.
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28.6.11
'Rugas', de Nelson Cavaquinho, por Tom Jobim
Direto do arquivo pessoal e canal do Youtube de Valeria Belisario: Tom Jobim, Beth Carvalho e Alcione cantando 'Rugas' de Nelson Cavaquinho.
20.6.11
Jards Macalé e Paulo José cantam e recitam Torquato Neto
"Quem não arrisca não pode berrar. Leve um homem e um boi ao matadouro. Aquele que berrar mais na hora do perigo é o homem. Mesmo que seja o boi."
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Paulo Leminski - esse cara é poeta
O cachorro louco Paulo Leminski espalha em doses homeopáticas sua sabedoria. E só pra constar, concordo absolutamente com ele: somos todos poetas, apenas aprimoramos nossas linguagens e sentidos em níveis diferentes; e quem é taxado poeta costuma ser justamente aquele que busca a transcendência, ou a recodificação sensorial-artística.
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19.6.11
1h de Programa Abertura com Glauber Rocha
Pouco se escreveu sobre a passagem de Glauber Rocha pela televisão. Mas o fato é que sua presença no programa 'Abertura', que foi ao ar de fevereiro de 79 até o fim da TV Tupi em julho de 1980, foi um dos marcos da televisão brasileira livre, espontânea, artística e irreverente - como só Glauber sabia fazer (se bem que Caetano imitou-o até bem, como vocês verão, risos).
Isso porque consegui, através do fórum de compartilhamento Karagarga, um arquivo de vídeo com uma hora de programa Abertura com Glauber Rocha. Muitos trechos estão disponíveis no Youtube, a exemplo, mas realmente é uma preciosidade. Tão bom quanto em seus filmes, o performático Glauber revela-se atento sempre às questões sociais e políticas da época, não à toa o nome de seu programa.
Para saber mais do Abertura, eis diretamente do site do Tempo Glauber:
"O Programa " ABERTURA" teve sua estréia em 4 de Fevereiro de 1979 na extinta Tv Tupi, dos Diários Assossiados. Criado por Fernando Barbosa Lima, teve também sua direção. Considerado um dos mais importantes inovadores da tv brasileira, foi o criador do famoso "Jornal da Vanguarda" ( 1962 - 1969 ) , com passagens fundamentais pela Tv Rio e pela Tv Excelsior. Loffler, um homem eminente da televisão, era seu braço direito.
Teve como Produtor, Carlos Alberto Vizeu, e como Produtora a Teletape ( que fornecia infra-estrutura técnica simples no programa, como câmeras U-MAtic de primeira geração).
O Programa Abertura, foi ao ar de Fevereiro de 1979 até Julho de 1980, quando a Tv Tupi fechou suas portas. Fernando Barbosa, colocou no ar, uma equipe de intelectuais, jornalistas, artistas e personalidades de primeira linha, como Antônio Callado, Fausto Wolff, Fernando Sabino, Sérgio Cabral, Oswaldo Sargentelli , entre outros, e representando o cinema brasileiro, nada mais que o próprio Glauber Rocha, que aceitou o convite sem ponderar." continua, no site Tempo Glauber.
Cortina de Fumaça
Sei que parece preguiça, ainda mais depois de tantos dias sem postar, mas o que tenho eu a dizer sobre o documentário além do que já foi escrito na sinopse do Vimeo? Ei-la:
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"Cortina de Fumaça coloca em questão a política de drogas vigente no mundo, dando atenção às suas conseqüências político-sociais em países como o Brasil e em particular na cidade do Rio de Janeiro. Através de entrevistas nacionais e internacionais com médicos, pesquisadores, advogados, líderes, policiais e representantes de movimentos civis, o jornalista Rodrigo Mac Niven traz a nova visão do início do século 21 que rompe o silêncio e questiona o discurso proibicionista.
Ficha Técnica:
Produção: Coletivo Produções
Co-Produção: J.R.Mac Niven Produções e TVa2
Direção: Rodrigo Mac Niven
País: Brasil
Ano: 2010
Duração: 94 minutos
cortinadefumaca.com
Cortina de Fumaça é um projeto independente movido pela vontade de colaborar na construção de uma sociedade mais equilibrada e alinhada com os princípios de liberdade, diversidade e tolerância.
O documentário de 94 minutos, traz informação fundamentada para o grande público através de depoimentos nacionais e internacionais. Além do Brasil, o diretor Rodrigo Mac Niven gravou na Inglaterra, Espanha, Holanda, Suíça, Argentina e Estados Unidos; visitou feiras e congressos internacionais, hospitais, prisões e instituições para conversar com médicos, neurocientistas, psiquiatras, policiais, advogados, juízes de direito, pesquisadores e representantes de movimentos civis. Dentre os 34 entrevistados, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso; o Ministro da Suprema Corte da Argentina, Raúl Zaffaroni; o ensaista e filósofo espanhol autor do tratado “Historia General de Las Drogas”, Antonio Escohotado, o ex-Chefe do Estado Geral Maior do Rio de Janeiro, Jorge da Silva e o criminalista Nilo Batista.
O filme foi produzido, escrito e dirigido pelo jornalista Rodrigo Mac Niven, numa co-produção entre a J.R. Mac Niven Produções e a TVa2 Produções.
*** Video postado com finalidade EDUCATIVA, sem fins lucrativos."
10.6.11
GiFreaks
1.6.11
Enteógeno - Despertando o Divino Interior
31.5.11
Malice in Wonderland - Vince Collins
30.5.11
Nick Drake, a Skin too Few
Nick Drake surgiu para mim junto de Donovan e outros folks. Belo conjunto de violão e voz que agrada inicialmente, mas o ponto fundamental de sua música são as letras - as quais eu até hoje não entendo completamente devido ao idioma. Após ter-se perdido entre os sons que guardo, encontro este belo documentário que conta através de depoimentos de parentes (principalmente da irmã Gabrielle) a curta vida de Drake. Uma vez instigado a partir do documentário, que tenta didatizar-se mas vai pelo apelo emocional, ler suas composições torna-se realmente em outro contexto. Para entender a música ímpar de suas notas fortes de violão, é preciso conhecer sua história... mas acima disso, ouvir numa manhã fria Five Leaves Left.
Download Five Leaves Left. (link da internet)

29.5.11
Arnaldo Baptista - nº33 Tv Queijo Elétrico
O nº 33 da TV Queijo Elétrico é dedicado a Arnaldo Baptista. Feliz escolha com o devido piano e por isso a divulgação, afinal recentemente o mestre músico revelou que pretende voltar aos palcos em apresentações multimidiáticas. Eu é que não perco.
Visite também o site do Arnaldo: www.arnaldobaptista.com.br , onde se pode conhecer melhor a obra musical e pictórica do ídolo sempre Mutante.
28.5.11
Redemption Song - Bob Marley
Vídeo não-oficial da melhor música de Bob Marley - pra mim:
25.5.11
Criando uma Astrofotografia do Hubble
As astrofotografias em geral são fruto de longos tempos de exposição associados à softwares astronômicos. As imagens do Hubble não são exceção, como mostra este vídeo acima, onde aparentemente se utiliza o famoso Photoshop. Disponível no canal do Youtube do telescópio Hubble, tem como descrição o seguinte: (deixei no original, em inglês)
"Hubble images are made, not born. Images must be woven together from the incoming data from the cameras, cleaned up and given colors that bring out features that eyes would otherwise miss. In this video from HubbleSite.org, online home of the Hubble Space Telescope, a Hubble-imaged galaxy comes together on the screen at super-fast speed.
Learn more about how Hubble images are made by visiting Behind the Pictures.
http://hubblesite.org/gallery/behind_the_pictures/"
Sérgio Bendito Sampaio
Eis um blog a se divulgar sempre: um que mantenha viva a memória e obra do, como é o nome do blog, Sérgio Bendito Sampaio.
Encontrará toda a discografia para acesso livre, assim como textos, críticas e a biografia; vídeos, clipes e entrevista; um exemplo é o ótimo curta-metragem 'Cachoeiro em Três Tons', que conta a história de Cachoeiro do Itapemirim, e das três gerações de músicos-compositores: Raul Gonçalves Sampaio, Raul Sampaio Cocco, e Sérgio Sampaio. Parte 1 acima (há disponível para download também).
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24.5.11
Clair de Lune, Debussy
Interessante animação com uma interpretação solo em piano da música 'Clair de Lune', de Claude Debussy. O gráfico em questão é como se fosse uma partitura da música, com as notas em escala vertical (mais graves para baixo, vice-versa); e com a duração na horizontal.
No canal do Youtube de smalin você encontra outras músicas clássicas nesse estilo.
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23.5.11
Tendo a Lua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
White Noise
Portanto, no vídeo acima: Here Come the Fleas. Veja também o clip para: Love Without Sound; Firebird; e Your Hidden Dreams;
Download do disco An Eletric Storm, de 1969: aqui!
14.5.11
George Carlin em 'Todos somos um'
Não se pode percorrer duas vezes o mesmo rio
Um gif para alegrar o final de semana. Complementando o post anterior. Via DangerousMinds.
E um som: 'Yes, the river knows', do The Doors.
Psicodelia Fractal
para ver uma animação em flash com um fractal psicodélico. Sempre fascinante.
Via Haznos.
11.5.11
Working Class Hero - John Lennon
Working Class Hero
4.5.11
Jards Macalé - Discografia para Download

3.5.11
Waterfall (Cachoeira) - De Escher ao Youtube
Um dos mais famosos desenhos de Escher é Waterfall (Cachoeira). Em geral, os desenhos de Escher são daqueles que se pensa ser quase impossível representar audiovisualmente - não para mcwolles, usuário do Youtube que postou essa versão do desenho histórico. E é incrível, não só pelo aparente amadorismo do vídeo, como também pela quase impossibilidade de mera ilusão de ótica. Minha opinião é que foi criado digitalmente. Ainda assim incrível.
23.3.11
Visão sobre duas rodas
20.3.11
A Brief History of Title Design
Uma boa forma de se analisar a tipografia e os avanços digitais utilizados nesses títulos em menos de 3 minutos. Vi no Sedentario.org
16.3.11
pra taca fogo em tudo
e ver se das cinzas
surge uma fenix
mas vai ver que o bonito
deve ser se foder na vida mesmo
porque né
pelo menos
uma inspiraçãozinha dá
ou o homem com uma dor
é apenas coisa de quem está susse.
ahm?
bom, se alguém souber me explica
é que eu ando cansada de achar algum entendimento
dessa merda toda.
15.3.11
10 sites colaborativos úteis

Não vive sem a Wikipedia? Conheça outros sites colaborativos que estão ganhando espaço e podem ser bem úteis.
Wikiversidade – Dá para fazer cursos online, pesquisar e incluir novas leituras, planos de aula, lições e outros materiais de aprendizagem. Aqui qualquer pessoa com acesso à internet pode criar conteúdos didáticos como exames ou fóruns de discussão e corrigir artigos já existentes, da mesma forma que ocorre na Wikipedia.
Wikilivros – Livros, manuais, tutoriais e outros textos didáticos de domínio público. Você também pode contribuir com a biblioteca ensinando, por exemplo, a preparar um prato típico da sua região. Pode revisar e editar os textos disponíveis (incluindo mais informações, referências, ilustrações...) Ou, quem sabe, incorporar mais conteúdo, como um livro novo, por exemplo.
A versão em português já tem 384 livros, organizados por áreas do conhecimento, ordem alfabética ou nível educacional. Os textos do Wikilivros podem ser reproduzidos e distribuídos (comercialmente ou não). Se for utilizar o conteúdo em algum trabalho, lembre-se de dar crédito aos autores.
Wikijunior – São livros para crianças de até 12 anos que foram criados especialmente para o projeto, em modelo colaborativo. Hoje, a coleção tem 10 livros, sobre temas variados, que podem ser editados e complementados pelos membros. Alguns títulos disponíveis: Astronomia mirim, Alfabeto dos animais, Mistérios do Egito Antigo para curiosos e Matemática divertida. Todo o conteúdo é livre e pode ser distribuído e reproduzido gratuitamente.
Wikimapia – O site utiliza as imagens de satélite do Google Maps para identificar os lugares. Qualquer pessoa pode adicionar um endereço, fotos, vídeos e links a uma localização. Você pode marcar a escola onde estudou, a mercearia da esquina, a sua praia favorita.
Wikisource – Lá tem um acervo legal de documentos históricos, obras literárias e científicas (todos de domínio público).. A edição em português possui presentemente 86 351 textos.
Wikiquote – O objetivo é colecionar citações de livros, filmes, provérbios, personagens da ficção e personalidades célebres. Também traz informações sobre sua origem. É fã de alguma frase genial? Adicione lá!
Wikcionário – É um dicionário colaborativo com verbetes em diversos idiomas. Algumas versões, como inglês, francês e chinês já têm mais de 1 milhão de expressões. A página em português entrou no ar em 2004 e hoje tem mais de 160 mil verbetes. Para incluir uma nova palavra, é necessário se cadastrar.
Wikispecies – Um catálogo das espécies existentes. Nesse caso, não é aberto para o público em geral, apenas biólogos convidados podem colaborar. Mas o conteúdo é livre para utilização e reprodução, como os outros wikis. Na Wikispecies o lema é “o Wikispecies é livre, porque a vida está no domínio público”.
Wikicommons – Este é um banco livre de arquivos de imagem, video, audio e outros. Super útil na hora de ilustrar uma apresentação ou uma pesquisa.
Qwiki (em inglês) – A busca na Qwiki é bem diferente do que você está acostumado. Para começar, ela não tem um banco de dados. Ao fazer uma pesquisa, o site busca imagens e informações disponíveis livremente na internet, como fotos armazenadas no Flickr e textos da Wikipedia. Com tudo isso, ela constrói um vídeo interativo, ali, na hora, para cada assunto que você pesquisar.
14.3.11
Caetano Veloso 1968

01. Tropicália
02. Clarice
03. No Dia em que Eu Vim-me Embora
04. Alegria, Alegria
05. Onde Andarás
06. Anunciação
07. Superbacana
08. Paisagem Útil
09. Clara
10. Soy Loco por Tí, América
11. Ave Maria
12. Eles
13.3.11
Estilo Pollock
Miltos Manetas é um designer que decidiu criar um site onde se pode pintar ao estilo de Jackson Pollock. Bem interessante, entre as várias telas, há as opções de pintar o fundo com cores diferentes, e mudar a cor da tinta ao clicar com o mouse. Clique aqui! e confira.
11.3.11
13th Floor Elevators: Levitation
Na descrição do Youtube o autor diz que fez este vídeo anos atrás e achou-o perdido num HD quebrado. Sorte nossa, pois junto com a psicodelia visual temos a música 'Levitation' do 13th Floor Elevators que veio ripada do LP "Easter Everywhere". Dica da minha amiga Poli.
10.3.11
Poesias
Para estimular a leitura, deixarei uma poesia por aqui, e assim seguirei enquanto houver:
Esta Besta Vida
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Eu Quero é Botar meu Bloco na Rua (1973) - Sérgio Sampaio
"Quando o cantor e compositor capixaba Sérgio Sampaio morreu, em 1994, as poucas notas divulgadas na imprensa sobre o fato passaram ao grande público a sensação de que sua obra musial se resumia ao hit "Eu quero é botar meu bloco na rua", marcha-rancho-arrasta-povo que obteve destaque no VII Festival Internacional da Canção transmitido pela "Rede Globo" em 1973. Os fãs não se conformaram com o rótulo de cantor-de-um-sucesso-só e iniciaram um trabalho de preservação e divulgação de sua memória que perdura até os dias atuais. Seus poucos discos são disputadíssimos nos sebos de todo o Brasil e tem preços elevados, tamanho o grau de raridade.
Antes de por seu bloco na rua, ele já tinha passado por um momento de notoriedade: participou do polêmico (e hoje cult) "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez", uma patuscada produzida em 1970 por seu amigo Raul Seixas na gravadora CBS. Além de Sampaio e do Maluco Beleza, também gravaram o cantor andrógino Edy Star (uma versão baiana de Ney Matogrosso) e a sambista Miriam Batucada (como o nome indica, ela era conhecida por interpretar sambas batucando com as mãos. Também faleceu em 1994). No mais, o cantor aproveitava seus trabalhos de freelancer como locutor de rádio para divulgar seus discos compactos, que tocavam muito e vendiam bem. O auge veio mesmo é com a marcha-rancho: com tom de desabafo e refrão empolgante, levantou o público presente no Maracanãzinho (Rio de Janeiro) para acompanhar o festival. Resultado: contrato com a gravadora Philips para gravar seu primeiro disco completo. O nome da obra, para atender ao apelo comercial, ficou sendo "Eu quero é botar meu bloco na rua".
A capa era uma bizarrice que só vendo: o nome do cantor escrito com uma fonte, digamos, sanguinária. Na parte de baixo, rolos de filme apresentando um Sérgio Sampaio fazendo as mais horripilantes caretas, dignas de provocar pesadelos durante o sono. Tudo isso remetia a segunda faixa do lado A, "Filme de terror", um rock bem suingado: "Hoje está passando um filme de terror / Na sessão das dez, um filme de terror / Tenho os olhos muito atentos / E os ouvidos bem abertos / Quem sair de casa agora / Deixe os filhos com os vizinhos". Aliás, é bom recordar que o ano de lançamento, 1973, foi o auge dos chamados e tenebrosos "Anos de chumbo" da Ditadura Militar. Malandramente, ele inseriu a atmosfera sombria do período em outras faixas, de forma bem gaiata: na tensa "Labirintos negros", num clima de suspense e música murchando no final ("Por trás dos edifícios / Da cidade moderna / Os labirintos negros / Prendem o que esperam / A condução, ou não / A confusão, ou não / A confusão, eu não"); na toada "Viajei de trem" ("O ar poluído polui ao lado / A cama, a dispensa e o corredor / Sentados e sérios em volta da mesa / A grande família e o dia que passou / Viajei de trem, eu viajei de trem") e na debochada "Não tenha medo, não (Rua Moreira, 65)" ("Suje os pés na lama / E venha conversar comigo / Comigo / Chore, esqueça o drama e venha aliviar / O amigo / Vem, não tenha medo / Não tenha medo, não / A barra está pesada / Vem, não tenha medo / A barra pode aliviar").
Também houve deboche em outras duas composições: "Lero e leros e boleros", na qual espinafra a nascente indústria cultural de massa ("Leros e leros / Tudo enche meus ouvidos / Por que tanta gente rindo / No filme que eu vi?") e no samba "Odete", onde desanca uma hipotética desafeta amorosa, com direito à citação de "Que maravilha", de Jorge Ben, no refrão final ("Você é mesmo carne de pescoço / Você é burra como não sei o quê / Eu rôo um osso desde um tempo antigo / Desde um tempo lindo / Ao conhecer você... Por entre bancários, automóveis / Que maravilha").
Passional, Sérgio Sampaio também fazia desabafos. Expôs seu desejo de ter uma música gravada por seu conterrâneo Roberto Carlos em "Eu sou aquele que disse", citando uma referência tropicalista (Caetano Veloso): "Cante, converse comigo / Antes que eu cresça e apareça / Mesmo eu não estando em perigo / Quero que você me aqueça / Neste inverno, ou não / Neste inferno, ou não". Com relação ao Rei, Sampaio levou a frustração para o resto da vida. Afeito às raízes familiares, parecia dialogar com o pai em "Pobre meu pai" ("Pobre meu pai / A marca no meu rosto / É do seu beijo fatal / O que eu levo no bolso / Você não sabe mais / E eu posso dormir tranqüilo / Amanhã, quem sabe?") e com a mãe em "Dona Maria de Lourdes" ("O auditório aplaudiu / Mas cuidado com a porta da frente / Dona Maria de Lourdes / Não espere por mim").
Gravou uma composição do pai (a quem se refere orgulhosamente como "maestro Raul Sampaio", uma vez que o citado era mesmo maestro de banda em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo), a hilária "Cala a boca, Zebedeu". A música é baseada na história real de um marido submisso que vivia levando esbregues da esposa dominadora e acaba sendo trocado por um jogo da Seleção Brasileira: "Que mulher danada essa que eu arranjei / Ela é uma jararaca meu Deus / Com ela eu me casei... Ontem eu falando com ela ela gritou / Cala a boca Zebedeu / Não se meta comigo / Porque na minha vida quem manda sou eu".
O resumo de tudo é que "Eu quero é botar meu bloco na rua" é um disco primoroso: arranjos caprichados com instrumentistas de primeira (o próprio Sampaio no violão, Mamão e Wilson das Neves na bateria, e José Roberto Bertrami no piano), letras simpáticas e habilidade criativa. Mas vendeu pouco. O compacto que continha a faixa-título obteve mais saída. Em seguida, a saída da Philips a fama de "maldito" começando a abreviar sua carreira: temperamento pouco flexível diante das imposições de mercado, pouca estrutura para lidar com o dinheiro, boemia em excesso, drogas, álcool e o mesmo fim do amigo Raulzito Seixas, a quem dedicou-lhe gratidão na última faixa com um sambinha bem curto: "Meu nome é Raulzito Seixas / Eu vim da Bahia / Vim modificar isso aqui / Toco samba e rock, morena / Balada e baioque". Os dois morreram da mesma doença: inflamação no pâncreas.
Ficou a lembrança de um artista talentoso e autêntico, que parecia prenunciar seu destino no refrão de "Lero e leros e boleros": "Ai, meus amigos modernos / Ai, meu sorriso de adeus / Vou me fazer de eterno / No meu encontro com Deus"."
9.3.11
Street Art View

Eis uma ideia promissora para se fazer enquanto passeia pelo Google Street: flagrar as intervenções urbanas e adicionar no Street Art View!
Comparativo Galático
8.3.11
Um Passo a Frente (1973) - A Bolha

Nascida no Rio de Janeiro, The Bubbles - formada por Cesar (solo), Renato (ritmo), Ricardão (baixo), logo substituído por Lincoln, e Ricardo (bateria) - é uma das maiores legendas da história do rock brasileiro. Desde o início da carreira, em meados dos anos sessenta, a banda passou por todas as fases do rock daquela época, da invasão britânica ao hard rock, passando pela psicodelia e pelo semi-progressivo. Em 1966, lançaram o raríssimo compacto com as faixas ‘Não Vou Cortar o Cabelo/Porque Sou Tão Feio’, versões para Los Shakers (Break it All) e The Rolling Stones (Get Out Of My Cloud), respectivamente.
Após participar de shows e programas de TV - abriram para os Herman’s Hermits, no Rio de Janeiro - e, principalmente, de reinar (ao lado dos Analfabitles) no tradicional circuito de show/bailes na periferia do Rio de Janeiro, acompanharam Gal Costa como banda de apoio. Em 1970, foram assistir ao Festival da Ilha de Wight, ficando impressionados com o que viram. De volta ao Brasil, resolveram mudar radicalmente a sonoridade da banda, resultando no clássico compacto simples com as faixas ‘Sem Nada/18:30 (Parte I)’ e ‘Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôôôôô’, lançado em 1971. Nesse meio tempo, a banda ainda participou do histórico álbum ‘Vida e Obra de Johnny McCartney’, com o cantor da Jovem Guarda, Leno (ex-Leno & Lílian), produzido por Raul Seixas.
Em 1972, ganham o prêmio de melhor banda no Festival Internacional da Canção (FIC), o que garante melhores condições para gravar o primeiro LP, batizado de ‘Um Passo à Frente’ (já reeditado em CD), trazendo um rock básico, com algumas faixas numa linha bem progressiva, que saiu em 1973. Nesta época, a banda contava com Pedro Lima (guitarras, harmônicos, vocal), Renato Ladeira (órgão Hammond, Farfisa, Vox, guitarras, vocal), Lincoln Bittencourt (baixo, vocal) e Gustavo Schroeter (bateria, vocal). Em 1975, participam do lendário festival ‘Banana Progressiva’, realizado no Teatro da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, entre os dias 29 de maio e 1º de junho.
Em 1977, após alguns altos e baixos e mudanças de formação, gravam seu segundo e último disco - ‘É Proibido Fumar’, em que adotam uma sonoridade um pouco mais ‘pesada’, abandonando definitivamente o progressivo. Mas as vendas não foram muito boas, decretando o fim da banda, que ainda tocou como banda de apoio de Erasmo Carlos, em uma turnê pelo Brasil. Renato também integrou o grupo gaúcho Bixo da Seda (ex-Liverpool), e depois o Herva Doce, já nos anos 80.
Texto de Fernando Rosa, publicado no site Senhor F.