31.3.10
Coma com os Olhos: Ovos de Páscoa
29.3.10
28.3.10
Fotos raras de Pelé
Clique para ver os álbuns - Pelé: A Legend Looks Back ; Pelé Away From the Pitch (fotos dos bastidores, com a Xuxa por exemplo, ou tocando violão) ; Never-Seen: Pelé's 1966 World Cup .
Sobre a vírgula
Não, espere.
Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação."
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Ps: Apesar de que, nesses 100 anos de Brasil, foi mudado bem mais que uma vírgula...
25.3.10
O Fantástico Mundo de Fantástico Morales
Animação "fantástica" criada por Jossie Malis e produzida pela Zumbakamera. Lisergia pura, de muito bom gosto - este curta-metragem é um piloto para uma série de animação que nunca saiu do papel. Espero melhor sorte, adoraria ver tais desenhos.
Fantástico Morales é um homem que tem estranhos poderes com seu fluído nasal. Como consta na própria descrição do vídeo.
Clique aqui! para ver no Youtube.
Café no Papel
Dirceu Veiga é um mestre da chamada 'coffee art' (pinturas usando apenas café sobre o papel, como o próprio diz em seu site). Diferentes tonalidades são obtidas com diferentes concentrações do café. Não é utilizado lápis ou tintas, nada. Bastante habilidoso o artista curitibano.Sua obra está em seu site: Café No Papel. Há também um Flickr.
24.3.10
Agrotóxicos de Brinde
Vi no maravilhoso e instrutivo blog Brasil 1984, do qual adaptei o título deste post também.
"Os porta-vozes da grande propriedade e das empresas transnacionais são muito bem pagos para todos os dias defender, falar e escrever de que no Brasil não há mais problema agrário. Afinal, a grande propriedade está produzindo muito mais e tendo muito lucro. Portanto, o latifúndio não é mais problema para a sociedade brasileira. Será? Nem vou abordar a injustiça social da concentração da propriedade da terra, que faz com que apenas 2%, ou seja, 50 mil fazendeiros, sejam donos de metade de toda nossa natureza, enquanto temos 4 milhões de famílias sem direito a ela.Vou falar das consequências para você que mora na cidade, da adoção do modelo agrícola do agronegócio.
O agronegócio é a produção de larga escala, em monocultivo, empregando muito agrotóxicos e máquinas.
Usam venenos para eliminar as outras plantas e não contratar mão de obra. Com isso, destroem a biodiversidade, alteram o clima e expulsam cada vez mais famílias de trabalhadores do interior.
Na safra passada, as empresas transnacionais, e são poucas (Basf, Bayer, Monsanto, Du Pont, Sygenta, Bungue, Shell química...), comemoraram que o Brasil se transformou no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. Foram despejados 713 milhões de toneladas! Média de 3.700 quilos por pessoa. Esses venenos são de origem química e permanecem na natureza. Degradam o solo. Contaminam a água. E, sobretudo, se acumulam nos alimentos.
As lavouras que mais usam venenos são: cana, soja, arroz, milho, fumo, tomate, batata, uva, moranguinho e hortaliças. Tudo isso deixará resíduos para seu estômago.
E no seu organismo afetam as células e algum dia podem se transformar em câncer.
Perguntem aos cientistas aí do Instituto Nacional do Câncer, referência de pesquisa nacional, qual é a principal origem do câncer, depois do tabaco? A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) denunciou que existem no mercado mais de vinte produtos agrícolas não recomendáveis para a saúde humana. Mas ninguém avisa no rótulo, nem retira da prateleira. Antigamente, era permitido ter na soja e no óleo de soja apenas 0,2 mg/kg de resíduo do veneno glifosato, para não afetar a saúde. De repente, a Anvisa autorizou os produtos derivados de soja terem até 10,0 mg/kg de glifosato, 50 vezes mais. Isso aconteceu certamente por pressão da Monsanto, pois o resíduo de glifosato aumentou com a soja transgênica, de sua propriedade.
Esse mesmo movimento estão fazendo agora com os derivados do milho.
Depois que foi aprovado o milho transgênico, que aumenta o uso de veneno, querem aumentar a possibilidade de resíduos de 0,1 mg/kg permitido para 1,0 mg/kg.
Há muitos outros exemplos de suas consequências. O doutor Vanderley Pignati, pesquisador da UFMT, revelou em suas pesquisas que nos municípios que têm grande produção de soja e uso intensivo de venenos os índices de abortos e má formação de fetos são quatro vezes maiores do que a média do estado."
23.3.10
E se o mundo tivesse 100 pessoas...
O PortalCab trouxe este post com belo design do blog do artista Toby Ng, que por sua vez inspirou-se neste vídeo institucional da ONU (acima), propaganda que ganhou o Cannes Lions.
A ideia é simples, como o mundo seria se tivesse apenas 100 pessoas. Certos dados são impressionantes, outros mesmo revoltantes. A riqueza deveras está nas mãos de pouquíssimos, e a própria ONU (bastante "relativa" em certos pontos) assume.
Então Toby pegou a ideia do vídeo e fez ilustrações com outros dados na mesma fórmula: Dinheiro, HIV, Comida, Ar, Energia, Língua, etc. Um exemplo é a ilustração abaixo:

'Se o mundo fosse uma vila de 100 pessoas:
Dinheiro -
6 pessoas teriam 59%
74 pessoas teriam 39%
20 pessoas dividiriam 2%
Por fim, tanto o vídeo quanto as ilustrações são muito reflexivas, valem a pena serem vistos.
21.3.10
Quase Cientistas
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Quase Cientistas:
A astronomia é uma das áreas do conhecimento mais beneficiadas pelo trabalho de amadores. Observadores anônimos descobrem novos corpos, como meteoros e supernovas, e fornecem dados fundamentais para as pesquisas sobre o espaço.
Noite escura e céu aberto. É o que basta para Marcelo Domingues montar seu observatório particular - um telescópio com uma câmera acoplados a um computador - no quintal de sua casa, no Grande Colorado, em Brasília.
Sentado numa cadeira de praia, o servidor público de 38 anos passa cerca de cinco horas observando a imensidão do espaço sideral. É dali que ele registra imagens dos objetos astronômicos que mais o atraem, os cometas. "É como um vício. O meu começou com a passagem do cometa Halley, em 1986. Porém, só aos 31 anos consegui montar todo o meu equipamento e observar sistematicamente os cometas. Não vou parar nunca", conta.
Domingues é um dos milhares de astrônomos amadores existentes no Brasil. Divididos por gostos, mas unidos pela paixão pelos mistérios do Universo, esses homens e mulheres são na sua maioria anônimos que levam a sério o hobby de estudar o espaço. Alguns se dedicam apenas a fotografar ou a acompanhar cometas e meteoros, como é o caso de Marcelo. Outros preferem sair à caça de supernovas e galáxias próximas. O fato é que todos os tipos de observação acabam contribuindo de forma efetiva para a ciência.
Enquanto os profissionais precisam escrever um projeto e conseguir apoio financeiro para pagar o aluguel de um observatório profissional, no qual permanecem por dois ou três dias, os amadores têm a possibilidade de observar o espaço a qualquer momento, durante o ano inteiro, se quiserem.
"Dessa forma, eles acabam reunindo uma quantidade muito maior de dados sobre alguns objetos astronômicos ou até revelando supernovas, ou mesmo a órbita de um asteroide", diz Augusto Daminelli, astrônomo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP).
Um exemplo dessa contribuição foi a descoberta de uma supernova feita pelo Grupo Brasileiro de Busca de Supernovas (Brass, na sigla em inglês), formado apenas por amadores. A nuvem brilhante era exatamente o objeto de estudo de Daminelli. "Esse grupo amador me trouxe dados que, talvez, eu jamais conseguiria obter. São estrelas com mais de 300 anos que ajudam a contar a história do Universo. Algo importantíssimo", revela o especialista da USP. "Isso demonstra a importância do diálogo entre amadores e profissionais."
Segundo Daminelli, diversos asteroides, cometas, estrelas e supernovas têm sido descobertos por amadores, enquanto os profissionais realizam os estudos mais aprofundados sobre a natureza desses objetos. O que, para Tasso Napoleão, membro da Brass, fortalece o diálogo e ajuda à ciência.
"Astrônomos amadores são parceiros dos profissionais. Além disso, a ciência não se constrói com uma pessoa. O que fazemos são pequenos avanços com a colaboração de todos. Nossa remuneração é ver nossas descobertas publicadas nos artigos dos astrônomos profissionais", conta, entusiasmado, Napoleão, também presidente da Rede de Astronomia Observacional do Brasil (REA-Brasil), outra organização de observadores amadores.
Reunidos em grupos ou mesmo solitários, esses dedicados estudiosos compram, montam e até criam seus próprios equipamentos de observação. "Com o avanço da tecnologia e, consequentemente, seu barateamento, conseguimos montar observatórios com câmeras de alta sensibilidade, telescópios de alto alcance e computadores com softwares para processar os dados", explica Cristovão Jacques, que faz parte do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (Ceamig).
Jacques, 47 anos, é engenheiro civil e físico. Foi ele quem desenvolveu o telescópio do observatório amador mineiro, que fica na Serra da Piedade, a 60km de Belo Horizonte. Sozinho, ele descobriu 16 asteroides - 13 deles só em 1999, quando surgiu o Ceamig. "Observo o espaço desde os 14 anos, quando fiquei fascinado pelo brilho da Estrela d'alva (o planeta Vênus). Escolhi os asteroides porque eles são mais acessíveis à observação amadora e têm necessidade de serem investigados", justifica.
Asteroides, meteoros e cometas são os únicos objetos astronômicos que o descobridor pode nomear. "À minha primeira descoberta, dei o nome de Wykrota, sobrenome do casal que fundou nosso observatório. Mas também tem o asteroide Marcos Pontes, em homenagem ao primeiro astronauta brasileiro a ir ao espaço", conta Jacques.
Tantas descobertas deram ao engenheiro civil credibilidade. Hoje, ele participa do grupo internacional amador ligado à Agência Espacial Americana (Nasa) que patrulha o espaço em busca de imensos asteroides (com mais de 10km de diâmetro) que possam ameaçar a Terra. Além disso, Jacques faz parte da REA-Brasil e da Brass.
Contemplação
Entre os astrônomos amadores, há aqueles que preferem apenas contemplar solitários o Universo. É o caso de Paulo Cacella. O engenheiro elétrico e servidor do Banco Central foi o primeiro brasileiro a descobrir uma supernova, de um jeito quase improvável: sem querer. Cacella vasculhava o espaço quando lembrou-se de uma das primeiras galáxias que fotografou quando comprou o CCD (aparelho que captura imagens do computador). Logo no primeiro registro, notou uma pequena estrela próxima ao núcleo da galáxia. ''É uma supernova'', disse a si mesmo.
A posição era suspeita, mas era preciso conferir todas as demais hipóteses. Poderia ser um asteroide, uma estrela da Via Láctea superposta na imagem ou mesmo um defeito no equipamento. O que Cacella não sabia era que aquela era uma supernova desconhecida e que ele era o primeiro astrônomo a vê-la. ''Astronomia, sonhos, desejos, imagens, estética, prazer e música são drogas mais poderosas que qualquer química inventada pelo homem'', diz Cacella, tentando descrever o que sentiu no instante de sua descoberta.
Já o servidor público Wilton Ferreira da Costa, 52 anos, observa o céu há 29 e ainda não teve a sorte de descobrir algum objeto. Sua paixão são os asteroides pequenos.
"Conhecemos muito pouco os de pequeno tamanho. A estimativa é que possam existir mais de 1 milhão, com cerca de 1km de diâmetro. Há muito a ser descoberto", afirma. Costa acrescenta que a astronomia torna as pessoas mais humildes quando se deparam com os mistérios e a grandeza do espaço. "Observar o céu nos leva a ter uma melhor noção da imensidão do Universo e da beleza dos seus objetos, além da mecânica celeste que os envolve. A cada observação, fico igualmente impressionado, como da primeira vez. Contudo, o mais impressionante é saber o quanto somos pequenos diante de toda essa imensidão."
(Silvia Pacheco)
18.3.10
The Head
Animação desenhada a mão ,quem fez foi Mateus Vigiliano , deu até vontade de comprar um caderno e tentar a sorte.
Também no
http://parquerama.com/home_en.htm
Passarinhos , de Marcos Prado
piem na minha janela
façam uma serenata para mim esta noite
eu preparo as pipocas
e a mesa com frutas
vocês cantam e comem
eu bebo e danço
se a canção for triste
choramos todos juntos
se for alegre,barulho!
os vizinhos que se fodam
caso eles dindon
eu abro a porta:”entrem”
se não quiserem
cagamos na cabeça deles
e recomeçamos
na mesma nota
quando amanhecer,eu sei,
vocês tem trabalho
podem ir,mas já estão convidados
para a noite que vem
e podem trazer o resto da turma.
16.3.10
Curta-metragem: A Luz da Vida
The Light of Life from daihei shibata on Vimeo.
Este curta-metragem é fantástico. Usando da ideia da bioluminescência o diretor Daihei Shibata impressiona com suas luzes fosforescentes. Como o próprio Daihei diz na sua página do Vimeo, “a vida ilumina a si mesma, e então começa a iluminar novas vidas”, numa tradução livre minha.
Fotografia muito bonita, som não-diegético "Clair de Lune". Então me resta sempre a dúvida: o making-of. Queria vê-lo, mas não achei. Entretanto o resultado é maravilhoso e vale a pena ver.
Lembrando que vi primeiro no Sedentario.org, que por sua vez viu no Motiongrapher.
15.3.10
CMI: EUA - Dinheiro para Guerras mas não para Educação, Saúde e Trabalho
Post de divulgação do Centro de Mídia Independente:
Revoltante para o povo estadunidense, e de ensino aos outros povos do que se passa na atual potência mundial, que alguns dão por em crise, outros dizem que seu reinado ainda durará muito. As questões acerca dessa política capitalista quase que pura, afetam enfim todos os países.
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Esse parece ser o "lema" do governo dos EUA. Depois de mais de um ano de discussão sobre a "Reforma da Saúde", a opção de criar um sistema de saúde público que atenda toda a população está fora de cogitação. Nos EUA existe o MEDICARE, um sistema público que atende apenas pessoas acima de 65 anos de idade ou algumas pessoas com deficiência com idade inferior a 65, ou seja, 40 milhões de uma população de 308 milhões. O resto ou paga (caro) por um seguro de saúde privado ou faz parte dos 15% da população que não possuem nenhum tipo de cobertura (pública ou privada). De acordo com um estudo feito pela "The American Journal of Medicine" em 2001, 62% dos casos de falência nos EUA acontecem por causa de dívidas relacionadas com atendimento médico.
Deixando o 'lobby' de lado (dinheiro que as seguradoras 'doam' para campanhas de políticos que, por coincidência, sempre acabam votando nas opções que beneficiam tais seguradoras), uma das razões levantadas pelo congresso de que era impossível ter um sistema de saúde público que atendesse toda a população era o custo de tal sistema. Estima-se um aumento de US$128 bilhões de Dólares no orçamento para saúde para ter um sistema que atenda todos as pessoas sem seguro de saúde. Ou seja, 0.8% do PIB nacional seria usado para isso. E com a desculpa de que não existe dinheiro, de que o país está em crise e não é momento para aumentar os gastos do Estado, essa proposta não foi pra frente.
Agora vamos dar uma olhada no orçamento para o Departamento de Defesa deste ano: "O presidente Barack Obama enviou hoje ao Congresso uma proposta de orçamento de defesa 663,8 bilhões dólares para o ano fiscal de 2010. A solicitação de orçamento para o Departamento de Defesa (DoD) inclui 533.8 bilhões dólares em posição de autoridade discricionária do orçamento para financiar programas de defesa de base e US$ 130 bilhões para apoiar as operações de emergência no exterior, principalmente no Iraque e no Afeganistão." Houve um aumento de US$ 20 bilhões em relação ao orçamento do ano passado (2009).
Com a crise econômica e o eterno aumento nos gastos com 'defesa' (o custo das guerras no Afeganistão e Iraque desde 2001 já ultrapassaram US$900 bilhões de Dólares), os estados e municípios cortam cada vez mais os seus orçamentos para os setores de educação, transporte, saúde etc. Na Califórnia, os cortes no setor de educação vem provocando aumentos abusivos nos custos de matrículas, demissões, encerramento de atividades extra-curriculares, aumento de alunos nas salas de aula, entre outras coisas. No final do ano passado, ocorreram várias manifestações contra esses cortes, dentre elas a ocupação do prédio de administração da faculdade de Berkeley em Setembro, manifestações organizada pelos professores nas ruas de Los Angeles e outras manifestações em campus da Universidade da Califórnia por todo o estado.No dia 24 de Outubro do ano passado foi realizada uma conferência na Universidade de Berkeley, onde participaram mais de 800 representantes de estudantes e trabalhadores do setor de eduacação de todo o estado. Nessa conferência foi lançado um chamado por um dia de Greve e de Ação para o 4 de Março de 2010. Centenas de escolas de toda a Califórnia reagiram ao chamado e realizaram ações de protesto contra os cortes catastróficos, demissões e o aumento da matrícula dos cursos. Em San Francisco mais de 20 mil pessoas marcharam até a porta da prefeitura, a marcha contou com a presença de estudantes (primário, secundário e universitário), pais, professores e apoiadores da sociedade civil.
No final do ano passado a Universidade da Califórnia anunciou um aumento de 32% na tarifa de matrícula. O valor é absurdo, um exemplo seria o custo da matrícula na Universidade da California de Santa Cruz que subiu para US$12.000 Dólares. A faculdade, City College, anunciou o encerramento de todo o seu programa de verão devido aos cortes, essa faculdade é a única opção para os jovens de baixa renda conseguirem ter acesso a um ensino superior. Sem uma opção pública de ensino superior e com o aumento nas taxas de matrículas e cortes no orçamento, o ensino superior torna-se um sonho impossível para centenas de milhares de jovens, na Califórnia.
Na última semana de Fevereiro, foi anunciado a demissão de mais de 900 professores e funcionários de escolas primárias e secundárias de San Francisco. Isso faz parte de um plano de corte no orçamento para as escolas de San Francisco de US$113 milhões de Dólares, mais de 25% do orçamento. Enquanto isso, desde 2001, a cidade de San Francisco repassou para o orçamento que mantém as guerras no Iraque e Afeganistão mais de US$3 bilhões de Dólares.
Ainda citando como exemplo a cidade de San Francisco, além dos cortes no setor de educação há também os cortes no transporte, que já provocou um aumento nas passagens no ano passado (passou de US$1,75 para US$2 Dólares a passagem) e que aumentará novamente em Maio deste ano para US$2,50 Dólares. Além disso, a cidade planeja também diminuir a quantidade de veículos circulando no transporte público.
E não podemos deixar de mencionar os dados sobre as pessoas desempregadas nos EUA. De acordo com o Bureau of Labor Statistics para o ano de 2009 o número de desempregados é de 14,2 milhões.
E o que fez o governo federal para resolver a crise econômica? Entregou entre US$9 trilhões e US$11 trilhões de Dólares para os banqueiros e aumentou o orçamento para as guerras (que está ligado ao aumento de tropas no Afeganistão promovido por Barack Obama). É por isso que as pessoas que marcharam no dia 4 de Março contra os cortes no setor de educação, marcharão também no dia 20 de Março contra as guerras. Para o dia 20 de Março estão sendo organizadas grandes manifestações em San Francisco, Los Angeles e Washington DC contra as guerras, que levam como lema "Dinheiro para Educação, Saúde e Empregos e não para as guerras". Não precisa ser nenhum 'expert' para entender que todas essas políticas de cortes estão relacionadas aos gastos infinitos com guerras e 'táticas de defesa da democracia' dos EUA, que incluem o aumento de bases militares na América Latina (Colômbia), a reativação da Quarta Frota, a militarização do Haiti e ações indiretas como o apoio ao golpe de estado em Honduras.
Links: Bay Area Latin America Solidarity Coalition | ANSWER Coalition
14.3.10
No play Rosie And Me - Telescopes

também no
http://www.myspace.com/rosieandme
http://www.rosieandmemusic.com/brasil.html
12.3.10
Direito de Resposta de Brizola para a Globo
Vídeo histórico que muitos já devem ter visto, onde Leonel Brizola consegue através da justiça que a Rede Globo exponha seu direito de resposta através de uma carta lida por Cid Moreira no Jornal Nacional. A carta fala por si só, chega a ser engraçado! O direito de resposta se deu porque a Globo no mesmo JN chamou-o de senil. E como vocês devem ter visto no doc postado recentemente 'Além do Cidadão Kane', a Globo de longa data criticou e até manipulou contra Brizola. Este, venceu nas eleições, e venceu mais uma vez neste vídeo. Memorável.
Clique aqui! para ver no Youtube.
Post Scriptum: já tinha visto o vídeo faz anos, mas relembrei dele no ótimo blog Brasil1984
